A Meta apresentou em 24 de setembro uma versão dos seus óculos inteligentes Ray-Ban sem câmera, chamada Ray-Ban Meta Audio, após críticas relacionadas ao uso dos modelos com gravação de imagens sem consentimento.
O novo dispositivo mantém recursos de áudio, como reprodução de música, ligações telefônicas e comandos por voz. Segundo a empresa, os óculos são mais leves, têm maior duração de bateria e custam menos do que as versões equipadas com câmera.
A Meta afirma que o produto estava em desenvolvimento havia dois anos e nega que o lançamento tenha sido uma resposta apressada à reação negativa do público. A empresa ainda mantém os modelos com câmera em sua linha.
Os óculos originais, lançados em parceria com a Ray-Ban, foram alvo de relatos de pessoas que filmaram mulheres e meninas sem consentimento e compartilharam as imagens na internet. Pubs, teatros, escolas e outros locais no Reino Unido proibiram o uso do dispositivo.
O modelo com câmera também recebeu críticas porque o indicador luminoso que sinaliza a gravação pode ser desativado ou contornado por alterações físicas, segundo relatos mencionados pela reportagem. A Meta informou que menos de 0,1% das armações vendidas no mundo foram modificadas dessa forma.
Testes relatados pela BBC indicam que funções como música, podcasts e orientações de mapas podem ser usadas sem a câmera. O recurso de áudio também é apontado como útil para pessoas com deficiência visual, por permitir a descrição de ambientes e a leitura de textos.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a versão sem câmera pode ajudar a reduzir a resistência inicial aos óculos inteligentes, mas não representa necessariamente uma mudança definitiva na estratégia da Meta. A companhia deve lançar no Reino Unido, em outubro, uma terceira geração com recursos visuais exibidos nas lentes.
Outras empresas também investem no setor. Samsung, Google, Snap e HTC desenvolvem ou comercializam modelos de óculos inteligentes, enquanto fabricantes buscam alternativas para responder às preocupações sobre privacidade sem abandonar as câmeras.
Fonte: g1