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domingo, 18 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Meta apresenta óculos inteligentes sem câmera em meio a críticas de privacidade

Meta apresenta óculos inteligentes sem câmera após críticas aos modelos com recursos de gravação e preocupações sobre privacidade.

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A Meta apresentou em 24 de setembro os Ray-Ban Meta Audio, óculos inteligentes sem câmera que mantêm recursos como reprodução de música, chamadas telefônicas e comandos de voz. O lançamento ocorre após críticas e restrições ao uso dos modelos com câmera, acusados por usuários e ativistas de facilitar gravações sem consentimento.

Segundo a empresa, a nova versão estava em desenvolvimento havia dois anos e não foi criada como resposta imediata à reação negativa aos produtos anteriores. Os óculos são mais baratos e leves que os modelos com câmera e têm maior duração de bateria, de acordo com a Meta.

Os dispositivos funcionam conectados ao celular por Bluetooth e usam alto-falantes embutidos nas hastes. Entre as funções estão ouvir música e podcasts, fazer ligações e receber instruções de mapas sem bloquear completamente os sons do ambiente.

Os óculos Ray-Ban Meta com câmera foram alvo de relatos de pessoas que teriam usado os dispositivos para filmar mulheres e meninas sem consentimento, com posterior compartilhamento das imagens na internet. No Reino Unido, pubs da rede JD Wetherspoon, teatros, uma convenção de cultura pop, escolas e a base naval de Faslane proibiram o uso do produto.

A controvérsia também envolve o indicador luminoso que sinaliza quando a câmera está ativa. A Meta afirma que menos de 0,1% das armações vendidas no mundo foram fisicamente modificadas para desligar essa luz.

Apesar das críticas, os modelos com câmera também são usados em aplicações de acessibilidade. Pessoas com deficiência visual relatam que os óculos podem descrever ambientes e ler textos em voz alta. Em agosto, a Meta doou 15 mil unidades a uma organização voltada a deficientes visuais na Irlanda.

Especialistas ouvidos pela BBC avaliam que a versão sem câmera pode ampliar a aceitação dos óculos inteligentes, mas não representa necessariamente o abandono da tecnologia de captura de imagens. A Meta mantém o desenvolvimento de modelos com câmera e previa lançar no Reino Unido, em outubro, uma terceira geração capaz de exibir informações nas lentes.

Para analistas, a nova versão pode funcionar como uma alternativa para consumidores interessados em áudio e comandos de voz, mas preocupados com privacidade. A expansão dos óculos com câmera, no entanto, deve depender da criação de regras e de normas sociais para o uso desses dispositivos em espaços públicos.

Fonte: g1

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