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domingo, 18 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Mercado de luxo usado cresce e pressiona marcas ocidentais na China

Mercado de luxo usado cresce até 20% na China em 2025, enquanto marcas ocidentais enfrentam queda nas vendas e mudança no perfil do consumidor.

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O mercado chinês de artigos de luxo de segunda mão cresceu entre 15% e 20% em 2025, enquanto o segmento de produtos pessoais de luxo encolheu de 3% a 5% no país, segundo a Bain & Company. A mudança ocorre em meio à recuperação incompleta da economia e à busca dos consumidores por preços menores e novas marcas.

A China já respondeu por cerca de um terço dos gastos mundiais com artigos de luxo e gerou bilhões de dólares em receitas para empresas como LVMH e Hermès. Com a redução do consumo, a Louis Vuitton fechou cinco lojas na China continental nos últimos dois anos, e a Galeries Lafayette encerrou sua filial em Pequim em maio.

Na megaloja da plataforma Zhuanzhuan, em Xangai, bolsas, cintos e joias usados são vendidos com protocolos para preservar os produtos. Consumidores entrevistados pela AFP afirmaram que a comparação entre clientes mudou: em vez de disputar quem gastou mais, muitos agora procuram o melhor negócio.

A consultoria chinesa Insight & Info Consulting estima que as vendas de artigos de luxo usados tenham alcançado 38,4 bilhões de yuans, cerca de US$ 5,7 bilhões, em 2025. A projeção é de que o mercado ultrapasse 100 bilhões de yuans, ou US$ 14,9 bilhões, até 2030.

A LVMH atribuiu a queda das vendas no terceiro trimestre em sua divisão de moda e artigos de couro à "desaceleração da demanda na China". Para Chen Luo, responsável pela pesquisa sobre consumo na China no Bank of America, os compradores passaram a valorizar mais identidade própria, diferenciação, experiência, qualidade e relevância cultural, além do status social.

As marcas ocidentais também enfrentam diferenças culturais e disputas jurídicas. A LVMH venceu uma ação contra a rede chinesa de bebidas Molly Tea por violação de marca registrada, mas a decisão provocou reações negativas na internet devido à semelhança do desenho questionado com padrões tradicionais chineses.

Analistas avaliam que a China continuará sendo um mercado importante para o setor global de luxo, embora possa deixar de ser um motor de crescimento nos próximos dois ou três anos. Segundo Luo, os gastos com artigos de luxo tendem a se recuperar junto com a economia.

Fonte: O Globo

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