O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (18) a violência registrada nos protestos contra o custo de vida realizados no país no sábado. Em discurso televisionado após uma reunião de gabinete, ele afirmou que "nada justifica" os atos de vandalismo e saques, separados pelo governo das manifestações pacíficas.
Segundo o Ministério do Interior francês, cerca de 2,4 mil pessoas foram presas, enquanto mais de 1 mil policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos. As forças de segurança continuaram mobilizadas neste domingo diante de novos confrontos em Paris e Lyon.
"Nada justifica, nada explica, nada desculpa", disse Macron. O presidente afirmou que os responsáveis pelas destruições e pelos saques "pagarão" e atribuiu a violência a pequenos grupos de extrema esquerda e a criminosos.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu também responsabilizou o partido França Insubmissa (LFI) e disse, com base em informações de inteligência, que os primeiros ataques contra policiais e prédios públicos foram cometidos por grupos de ultraesquerda.
O líder da LFI, Jean-Luc Mélenchon, rejeitou a acusação e afirmou que Lecornu é "responsável pelo caos". Marine Le Pen, líder do Reagrupamento Nacional (RN), culpou a extrema esquerda pelos atos e declarou que o governo Macron está "esgotado, desorientado e sem fôlego".
Em Paris, centenas de pessoas se reuniram na Praça da República em um ato que as autoridades disseram não ter sido autorizado. A polícia usou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral após o registro de saques e confrontos, segundo a AFP.
O governo afirmou que adotará medidas para proteger as cidades e prometeu transparência na atuação das forças de segurança. Cerca de 1,5 mil lojas foram danificadas em todo o país, segundo a Federação do Comércio e da Distribuição, e um incêndio destruiu parte da prefeitura de Limoges.
Fonte: O Globo