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domingo, 18 de outubro de 2026

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Macron condena violência em protestos na França e diz que nada justifica vandalismo

Macron condena a violência nos protestos contra o custo de vida na França, que deixaram prisões, feridos e danos em várias cidades.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (18) a violência registrada nos protestos contra o custo de vida realizados no sábado (17) em várias cidades do país. Em discurso televisionado, ele afirmou que "nada justifica, nada explica, nada desculpa" os atos de vandalismo e distinguiu os grupos violentos dos manifestantes que participaram pacificamente das marchas.

As autoridades informaram que cerca de 2 mil pessoas foram presas no sábado e que mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos. Em Paris, 855 pessoas foram detidas, segundo a polícia, e mais de 500 continuavam presas neste domingo, entre elas 171 menores de idade.

Os protestos deixaram danos em diversas cidades. Em Limoges, um incêndio destruiu grande parte da prefeitura, enquanto, em Marselha, manifestantes mascarados invadiram a sede do governo local. Em Lyon, um escritório de turismo foi incendiado.

Segundo Alexandre Bompard, presidente da Federação do Comércio e da Distribuição, cerca de 1,5 mil lojas foram danificadas em todo o país. O dirigente estimou prejuízos de várias centenas de milhões de euros.

O ministro do Interior, Nuñez, afirmou que a República não cederá aos responsáveis pela desordem e atribuiu os episódios a grupos de extrema esquerda e a criminosos envolvidos em saques. Líderes sindicais e manifestantes, porém, relataram agressões policiais e uso de gás lacrimogêneo e canhões de água durante os atos.

A violência também ampliou a disputa política no país, a seis meses da eleição presidencial. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, responsabilizou o partido França Insubmissa pelos confrontos, enquanto o líder da legenda, Jean-Luc Mélenchon, acusou o governo de ser responsável pelo caos. A líder de extrema direita Marine Le Pen também culpou a ultraesquerda pelos episódios.

Fonte: O Globo

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