A lobista Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista à CNN Brasil exibida em 17 de outubro de 2026, que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se reunia semanalmente com ministros durante o governo do pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Investigada pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, Luchsinger disse que pretende propor um acordo de delação premiada e que não pouparia Lula nem Lulinha em seus depoimentos.
A operação apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a investigação, Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em repasses apresentados por ela como pagamento por serviços de consultoria.
De acordo com a PF, em uma das transferências, Antunes teria informado a um interlocutor que o dinheiro seria destinado ao "filho do rapaz", possível referência a Lulinha.
Durante a entrevista, Luchsinger criticou Lula por tê-la chamado de "pilantra" em agosto e afirmou ter passado a receber ameaças. Ela também acusou Lulinha de não ter se manifestado nem oferecido ajuda após o bloqueio de seus bens.
Antes da exibição da entrevista, a CNN Brasil procurou o Palácio do Planalto e a defesa de Lulinha para comentar as declarações, mas não recebeu resposta.
Fonte: O Globo