Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (18) que levará ao debate da Band a relação da lobista Roberta Luchsinger com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após entrevista concedida por ela à CNN Brasil. Em nota, a Presidência negou interlocução de Lula com Roberta e disse que não há contratos dela com o governo federal.
O candidato do PL à Presidência compartilhou ao menos dez publicações com trechos da entrevista, na qual Roberta chamou Lula de "mentiroso" e "mau-caráter" e fez críticas ao filho do presidente. Flávio afirmou que apresentará perguntas sobre o caso no debate previsto para a noite deste domingo.
Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Lula desconhece os fatos relatados pela lobista, nunca recebeu demandas dela e não tem conhecimento de supostas tratativas mencionadas na entrevista. O órgão também classificou como estranha a divulgação das declarações às vésperas do segundo turno e afirmou que denúncias sem comprovação podem ser usadas para interferir no processo eleitoral.
Na entrevista, Roberta disse que Lulinha se reunia semanalmente com ministros do governo do pai e afirmou que pretende propor um acordo de delação premiada. Ela e Lulinha são investigados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A lobista afirmou ainda que recebeu R$ 1,5 milhão do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", por serviços de consultoria. De acordo com a Polícia Federal, uma mensagem sobre uma das transferências indicava que o dinheiro poderia ser destinado ao "filho do rapaz", em possível referência a Lulinha.
Roberta declarou que não pouparia Lula nem o filho em uma eventual delação e disse ter sido ameaçada depois de o presidente chamá-la de "pilantra" em entrevista à TV Globo. Ela também afirmou que Lulinha não a apoiou após o bloqueio de seus bens.
Fonte: O Globo