Fabiana Rossi, de 47 anos, enfrentou o tratamento contra um câncer de mama no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, onde trabalha há 28 anos. O diagnóstico ocorreu no início de 2025, após exames de rotina, e transformou a profissional em paciente da instituição onde construiu a carreira.
Chefe do Serviço de Gestão de Risco e Qualidade do hospital, Fabiana foi acompanhada por colegas durante as diferentes etapas do tratamento. Entre eles estava a enfermeira Daniela Lopes, de 41 anos, que havia sido treinada por Fabiana em 2015, quando assumiu a função de encarregada do setor de quimioterapia.
A doença foi identificada depois que uma alteração apareceu em um ultrassom das mamas realizado após a mamografia. A biópsia confirmou um tumor hormonal. Como havia histórico familiar de câncer de mama, Fabiana também fez um mapeamento genético, que apontou uma mutação associada ao risco de câncer de mama e de ovário.
A quimioterapia terminou em julho de 2025. No mês seguinte, ela passou por uma mastectomia total da mama esquerda, uma cirurgia preventiva na mama direita e reconstrução mamária. Os procedimentos foram realizados pela equipe de Cirurgia Plástica do Iamspe e duraram mais de 12 horas.
Em outubro, Fabiana iniciou uma terapia de bloqueio hormonal prevista para durar dez anos. No mês seguinte, retirou preventivamente os ovários e as trompas e começou a radioterapia no fim de novembro. Segundo o relato divulgado pelo Iamspe, ela está em remissão total e faz acompanhamento anual.
Daniela acompanhou a colega durante a quimioterapia e relatou a dificuldade de vê-la na poltrona onde atendia pacientes. Fabiana afirmou que o conhecimento dos profissionais e o acolhimento recebido no hospital ajudaram a enfrentar momentos de medo e insegurança.
A história foi divulgada na semana do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado em 19 de outubro, como parte das ações de conscientização sobre a doença.
Fonte: g1