Fabiana Rossi, de 47 anos, tratou um câncer de mama no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, onde trabalha há 28 anos. Durante a quimioterapia, ela foi acompanhada por Daniela Lopes, enfermeira que havia ajudado a capacitar anos antes.
O diagnóstico ocorreu no início de 2025, após exames anuais realizados pelo setor de Segurança do Trabalho do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). Uma alteração identificada no ultrassom das mamas foi confirmada por biópsia como um tumor hormonal.
Como havia histórico familiar da doença, Fabiana também passou por mapeamento genético. O exame apontou uma mutação associada ao aumento do risco de câncer de mama e de ovário.
A enfermeira concluiu a quimioterapia em julho de 2025. No mês seguinte, foi submetida à mastectomia total da mama esquerda, a uma cirurgia preventiva na mama direita e à reconstrução mamária, em procedimentos que duraram mais de 12 horas.
Em outubro, Fabiana iniciou uma terapia de bloqueio hormonal prevista para durar dez anos. No mês seguinte, retirou preventivamente os ovários e as trompas e começou a radioterapia no fim de novembro.
Segundo o Iamspe, Fabiana está em remissão total e realiza acompanhamento anual. Daniela Lopes, que trabalha no HSPE desde 2011, acompanhou a colega durante a quimioterapia e afirmou que ela manteve o compromisso com o tratamento mesmo diante dos efeitos da medicação.
Fabiana disse que ser tratada por profissionais conhecidos trouxe segurança durante o processo. A história foi divulgada na semana do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado em 19 de outubro.
Fonte: g1