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domingo, 18 de outubro de 2026

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SAÚDE

Enfermeira trata câncer de mama no hospital onde trabalha há 28 anos

Enfermeira do HSPE trata câncer de mama no hospital onde trabalha há 28 anos e recebe cuidados de uma colega que ajudou a capacitar.

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Fabiana Rossi, de 47 anos, descobriu um câncer de mama no início de 2025 e passou a ser atendida no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, onde trabalha há 28 anos. Durante o tratamento, ela recebeu cuidados de Daniela Lopes, enfermeira que havia ajudado a capacitar anos antes.

Rossi ocupava a chefia do Serviço de Gestão de Risco e Qualidade do hospital quando recebeu o diagnóstico. A doença foi identificada durante exames anuais realizados a pedido do setor de Segurança do Trabalho do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Uma alteração apareceu no ultrassom das mamas, e a biópsia confirmou um tumor hormonal. Como havia histórico familiar de câncer de mama, a enfermeira também foi orientada a fazer um mapeamento genético, que identificou uma mutação associada ao aumento do risco de câncer de mama e de ovário.

A quimioterapia foi acompanhada pelo diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Iamspe, Marcelo Antonini, e terminou em julho de 2025. No mês seguinte, Fabiana passou por mastectomia total da mama esquerda, cirurgia preventiva na mama direita e reconstrução mamária, em procedimentos que duraram mais de 12 horas.

Em outubro de 2025, ela iniciou terapia de bloqueio hormonal, prevista para durar dez anos. No mês seguinte, passou por cirurgia preventiva para retirada dos ovários e das trompas e, no fim de novembro, começou a radioterapia. Segundo o relato divulgado pelo Iamspe, atualmente ela está em remissão total e realiza acompanhamento anual.

Daniela Lopes, de 41 anos, trabalha no HSPE desde 2011. Em 2015, quando assumiu a função de encarregada do setor de quimioterapia, foi treinada por Fabiana e acompanhou a colega durante o tratamento.

Fabiana afirmou que a familiaridade com os profissionais e a confiança na equipe trouxeram segurança durante o tratamento. Daniela relatou que a colega manteve o compromisso com as etapas da terapia e buscava orientações sobre alimentação e formas de manter a mente ocupada.

Fonte: G1

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