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domingo, 25 de outubro de 2026

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Trump quer substituir termo inteligência artificial por superinteligência

Trump quer trocar o termo inteligência artificial por superinteligência, mas especialistas veem a proposta como política e sem efeito técnico.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende substituir o termo “inteligência artificial” por “superinteligência” em documentos oficiais americanos e defendeu que outros países adotem a mesma expressão.

Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, Trump disse que “inteligência artificial” sugeriria que a tecnologia é falsa. Antes de escolher “superinteligência”, o presidente publicou enquetes na rede Truth Social com alternativas como “inteligência superior”, “inteligência extrema” e “inteligência suprema”.

Trump não explicou como a mudança seria implementada nem apresentou apoio de empresas ou organismos internacionais. Em outra declaração, afirmou que passaria a tratar como “inimigo” quem continuasse usando o termo inteligência artificial.

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a proposta tem caráter mais político e simbólico do que técnico. Anderson Soares, fundador e professor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, afirmou que o conceito de inteligência ainda não possui uma definição precisa e classificou a iniciativa como um possível ato político.

Para Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, a expressão “superinteligência” pode funcionar como uma estratégia de marketing, mas também aumentar o receio do público em relação à tecnologia.

O pesquisador Allan Pscheidt relacionou a escolha do termo à disputa internacional pelo desenvolvimento da inteligência artificial geral, conhecida pela sigla AGI. A tecnologia seria capaz de executar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível semelhante ou superior ao humano, mas não há comprovação científica de que uma superinteligência já exista.

A expressão “inteligência artificial” foi criada em meados da década de 1950, em pesquisas que reuniam áreas como matemática, engenharia e estatística. O campo se expandiu e passou a incluir aplicações como reconhecimento facial, veículos semiautônomos, assistentes virtuais e ferramentas generativas capazes de produzir textos, imagens, vídeos e músicas.

Fonte: g1

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