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sábado, 17 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Posto ligado a sócio de Canella recebeu mais de R$ 37 milhões de Belford Roxo

Posto citado na investigação que levou à prisão de Márcio Canella recebeu mais de R$ 37 milhões da Prefeitura de Belford Roxo desde 2012.

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O posto de gasolina São Sebastião de Belford Roxo recebeu mais de R$ 37 milhões em pagamentos da Prefeitura de Belford Roxo desde 2012, segundo informações da Polícia Federal e dados do Portal da Transparência municipal. O estabelecimento foi citado na investigação que levou à prisão do ex-prefeito e deputado estadual Márcio Canella, mas não foi alvo da Operação Unha e Carne.

De acordo com a PF, o posto comunicou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mais de R$ 10 milhões em depósitos em dinheiro vivo. Para os investigadores, esse tipo de movimentação é compatível com a ocultação de valores, hipótese que ainda é apurada.

A Operação Unha e Carne investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em movimentações estimadas em R$ 7,6 bilhões. Segundo a investigação, Canella faria parte de um núcleo empresarial e político que utilizaria quase cem postos de combustíveis para misturar receitas da venda de combustível com recursos de origem ilícita, inclusive verbas públicas.

O RJ2 identificou sete contratos entre o posto e a Prefeitura de Belford Roxo. Os documentos somam cerca de R$ 20 milhões, valor inferior ao total efetivamente pago pelo município, conforme os dados de transparência.

Um dos contratos foi firmado em 10 de novembro de 2025, quando Canella ainda era prefeito, por meio da Secretaria Municipal de Transportes. O posto pertence a Bruno Viana de Souza, apontado pela PF como sócio de Canella na empresa Brumar Empreendimentos. A polícia investiga se recursos públicos pagos ao estabelecimento retornaram ao grupo por meio dessa empresa.

A Prefeitura de Belford Roxo informou que os contratos serão submetidos a auditoria interna e afirmou que o posto é contratado desde 2012, antes da gestão de Canella. Segundo o município, após esse período não houve outras empresas interessadas nas licitações para prestar o serviço.

Sobre um suposto pagamento de R$ 50 mil a Mariana Malta, sucessora de Canella na prefeitura, a administração municipal disse que não houve uma transferência única nesse valor, mas vários pagamentos menores para reembolso de despesas, como passagens e alimentação. As defesas de Canella e Mariana Malta não haviam se manifestado até a publicação da reportagem, e a defesa de Bruno Viana de Souza não foi localizada.

Fonte: g1

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