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sábado, 17 de outubro de 2026

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Polícia britânica temia que Andrew usasse Charles para impedir buscas

Documentos mostram que a polícia britânica temia que Andrew usasse o rei Charles para impedir buscas e destruir possíveis provas ligadas a Epstein.

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Documentos oficiais obtidos pela BBC mostram que a polícia britânica temia que o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor usasse o rei Charles 3º para dificultar buscas em propriedades da família real e destruir possíveis provas de sua ligação com Jeffrey Epstein.

A Thames Valley Police acelerou a prisão preventiva de Andrew para realizar buscas na Wood Farm, em Sandringham, e no Royal Lodge, em Windsor. Os investigadores receavam que ele ou seus advogados alegassem que uma das residências pertencia ao rei, o que poderia exigir autorização judicial adicional.

Segundo os documentos, a polícia considerava que a demora poderia permitir a destruição de provas. Também havia preocupação de que não houvesse ninguém para receber os agentes ou que a presença da imprensa comprometesse a operação.

Andrew foi preso em 19 de fevereiro, após a polícia solicitar mandados de busca e apreensão. As buscas duraram até 24 de fevereiro e incluíram documentos, diários, registros comerciais, celulares, computadores, tablets e outros equipamentos eletrônicos.

A investigação se baseou em materiais divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre as conexões de Andrew com Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019 após ser acusado de estupro e tráfico sexual. Andrew nega ter participado de atividades criminosas relacionadas ao financista.

Os advogados do ex-príncipe classificaram como especulativa a justificativa apresentada pela polícia e contestaram a legalidade dos mandados. Em audiência, a Thames Valley Police reconheceu que a decisão inicial de emitir os mandados com base na legislação utilizada estava incorreta.

O juiz Hilliard afirmou que a anulação dos mandados não encerra a investigação nem significa que todo o procedimento tenha sido ilegal. Os materiais apreendidos continuam sob posse da polícia, e uma nova audiência está prevista para 2027 para definir se eles poderão ser usados como prova.

Fonte: O Globo

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