Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Panificação cresce no RJ, mas empresas enfrentam falta de profissionais qualificados

Setor de panificação fecha 2025 com 46.216 empregos formais no RJ, mas empresas relatam dificuldade para contratar profissionais qualificados.

Compartilhe
WhatsApp

O setor de panificação e confeitaria fechou 2025 com 46.216 empregos formais no estado do Rio de Janeiro, crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior. Apesar da expansão, empresas relatam dificuldade para contratar padeiros e confeiteiros com experiência.

Na região de Caxias, que reúne Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Magé e Guapimirim, o setor registrou 3.678 vínculos formais, alta de 3,9% na comparação com 2024. Os cinco municípios somam 605 estabelecimentos de panificação e confeitaria, segundo levantamento do Observatório Firjan.

Empresários afirmam que a procura envolve domínio dos processos de produção, segurança dos alimentos, organização, pontualidade e capacidade de trabalho em equipe. Quando o candidato ainda não reúne todos os requisitos técnicos, a disposição para aprender também é considerada na seleção.

Em Duque de Caxias, a Padaria Aliança, que tem cerca de 64 funcionários, relata dificuldades principalmente para encontrar profissionais experientes. O sócio Rubens Souza avalia que investir na formação da equipe pode elevar a produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a padronização dos produtos.

Os dados da Firjan também indicam mudança no perfil das vagas. Entre 2022 e 2025, os empregos ligados à operação industrial e aos processos produtivos cresceram 30% no estado, enquanto o emprego total do setor avançou 6,4%.

Para Raphael Veríssimo, especialista em Estudos de Competitividade da Firjan, o avanço reflete uma atividade que exige trabalhadores preparados para operar equipamentos e lidar com processos mais complexos.

A formação profissional é apontada como um dos caminhos para atender à demanda. Joaquim Vicente Silva Alves, de 48 anos, começou a acompanhar o pai no trabalho em padarias aos 9 anos e fez curso de panificação no Senai em 1995. Depois de atuar em padarias e prestar consultoria a empresas, ele ingressou na Bunge, onde hoje coordena Serviços e Atendimento ao Cliente.

Em outubro, a Firjan SENAI Caxias inaugurou uma Escola de Panificação e Confeitaria. O espaço pode atender até 80 alunos por dia e oferece 19 cursos em áreas como panificação, confeitaria, doces finos, chocolate, decoração de bolos e fermentação natural, com meta de formar até 300 profissionais por ano.

Na cidade do Rio de Janeiro, dados do Indeed indicavam, em setembro de 2026, salário-base médio mensal de R$ 2.352 para padeiros e de R$ 2.445 para confeiteiros. Os valores foram calculados com base em salários informados na plataforma e anúncios de emprego e não representam necessariamente a remuneração de todo o estado.

Fonte: g1

Leia também