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sábado, 17 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

OAB-SP suspende inscrição de advogado investigado em operações da PF

Inscrição de Nelson Wilians é suspensa pela OAB-SP em meio a investigações da PF sobre suspeitas de fraudes e lavagem de dinheiro.

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A inscrição do advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues está suspensa na Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo. A medida foi informada neste sábado (17), em meio a investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre suspeitas de fraudes e lavagem de dinheiro.

A OAB-SP não informou o motivo da suspensão. Em nota, a entidade afirmou que apura infrações por meio do Tribunal de Ética e Disciplina, mas que os processos são sigilosos e não permite divulgar detalhes sobre eventuais investigações.

Uma inscrição suplementar de Nelson Wilians vinculada à OAB da Paraíba aparece como regular. O advogado declarou que recebeu a decisão com indignação e que pretende contestá-la pelas vias cabíveis, defendendo o respeito ao devido processo legal.

Wilians é citado em três investigações. Na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 2025, foram apreendidos bens em sua residência durante apuração sobre suspeitas de crimes contra a administração pública relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele nega envolvimento.

O advogado também é mencionado na Operação Distrato, que investiga um suposto esquema de comercialização de créditos fraudulentos de ICMS, com prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. Segundo a versão apresentada por Wilians, as operações investigadas foram executadas por um escritório parceiro.

Na Operação Arena, a Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal envolvendo empresas do setor de apostas esportivas. Wilians também nega irregularidades nesse caso.

Em sua manifestação, o advogado informou ainda que está afastado da presidência do escritório que leva seu nome desde 14 de agosto de 2026. As investigações citadas continuam em andamento, e não há condenação de Nelson Wilians nos casos mencionados.

Fonte: G1

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