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sábado, 17 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Metade dos brasileiros vê democracia com grandes defeitos, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha mostra que 50% dos brasileiros veem a democracia no país com grandes defeitos; 16% dizem que o Brasil não é democrático.

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Metade dos brasileiros (50%) avalia que o país vive sob uma democracia com grandes defeitos, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). O levantamento foi realizado em todo o país entre 13 e 14 de outubro.

Outros 23% apontam pequenos problemas no funcionamento das instituições, enquanto 16% afirmam que o Brasil não é uma democracia. Apenas 7% consideram o regime plenamente democrático.

O resultado é semelhante ao registrado em março de 2024, quando 46% avaliavam a democracia como marcada por grandes problemas, 28% apontavam pequenos defeitos, 16% diziam que o país não era democrático e 6% classificavam o regime como pleno.

Em fevereiro de 2014, após as manifestações de 2013, 61% consideravam que a democracia tinha grandes problemas, 21% apontavam falhas pequenas, 9% negavam a existência do regime e 3% o viam como pleno.

A percepção varia de acordo com a preferência dos entrevistados no segundo turno. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, que representam 46% da amostra, 23% dizem que o país não vive em uma democracia e 2% a classificam como plena.

Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 44% dos entrevistados, 8% afirmam que o Brasil não é democrático e 12% consideram o regime pleno.

A discussão sobre a qualidade das instituições ganhou espaço na campanha eleitoral após declarações de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Em 8 de outubro, dois dias depois do primeiro turno, o senador questionou se o país vivia sob uma democracia plena e anunciou a intenção de propor mudanças constitucionais para "redemocratizar o Brasil".

Contratada pela Folha de S.Paulo, a pesquisa ouviu 2.520 eleitores e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-0466/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: O Globo

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