Manifestantes saquearam e incendiaram no sábado, 17 de outubro de 2026, uma unidade do escritório de turismo de Lyon, na Place Bellecour, durante atos contra o alto custo de vida na França.
A polícia usou canhões de água, gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar grupos que atiravam projéteis e fogos de artifício contra os agentes. Segundo a prefeitura do Rhône, indivíduos hostis dificultaram a atuação dos bombeiros no combate ao incêndio.
Os protestos ocorreram em várias cidades francesas e reuniram coletes amarelos, estudantes, agricultores, professores, ativistas climáticos e aposentados. Em Paris, a polícia também dispersou manifestantes na Praça da República.
O Ministério do Interior informou que cerca de 33 mil pessoas participaram de 140 ações fora da região de Paris e que ao menos 166 foram presas em todo o país. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu convocou a célula de crise do governo para acompanhar a situação.
O gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, relatou episódios de violência em Paris, Marselha, Rennes, Toulouse e Angers, incluindo tentativas de saque, ataques a policiais e danos a prédios públicos e veículos de imprensa.
Os atos ocorrem em meio à pressão sobre o governo para reduzir o custo de vida e enquanto o Parlamento analisa o orçamento de 2027. Na sexta-feira, o presidente Emmanuel Macron pediu calma e afirmou que o direito de manifestação deve ser acompanhado de respeito.
Fonte: O Globo