O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16), que Eduardo Bolsonaro não será chanceler em um eventual governo e evitou dizer se daria um cargo ao pai, Jair Bolsonaro.
Flávio elogiou a atuação do irmão nos Estados Unidos, onde Eduardo está desde fevereiro de 2025, mas negou que ele ocupará o Ministério das Relações Exteriores. Sobre o pai, disse que Jair Bolsonaro nunca tratou com ele sobre a possibilidade de trabalhar no governo.
Na área econômica, o candidato afirmou que pretende manter a valorização real do salário mínimo e os pisos constitucionais de Saúde e Educação. Ele não detalhou como faria os cortes de R$ 200 bilhões prometidos por assessores, mencionando reduções em ministérios e estatais, além do aumento de receitas com royalties do petróleo e do combate à corrupção.
Flávio também voltou a defender o fim da reeleição e disse que votou a favor do fim da escala 6x1 após ouvir, em viagens pelo país, que a maioria dos brasileiros apoiava a mudança.
Questionado sobre o pedido de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, o senador repetiu que se tratava de dinheiro privado para uma produção privada. Ele não explicou o destino dos recursos enviados ao fundo estrangeiro Havengate nem a diferença entre o valor solicitado e o custo estimado do filme por uma perícia.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (15) apontou Flávio com 47% das intenções de voto, contra 45% de Luiz Inácio Lula da Silva. Na comparação com a semana anterior, Flávio oscilou dois pontos para baixo, enquanto Lula permaneceu no mesmo patamar.
Fonte: O Globo