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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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SAÚDE

Falta de oncologistas interrompe acompanhamento de pacientes no Hospital do Andaraí

Pacientes relatam meses sem consultas e quimioterapia após a saída de oncologistas do Hospital do Andaraí, no Rio.

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Pacientes com câncer relatam que estão há meses sem consultas e, em alguns casos, sem quimioterapia no Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A interrupção teria ocorrido após a saída de oncologistas da unidade e o cancelamento sucessivo de consultas.

José Luiz Garcia de Andrade contou que foi atendido duas vezes pelo mesmo oncologista, mas depois soube que o médico havia deixado o hospital. Uma nova consulta também foi cancelada após a saída de outra profissional. Segundo ele, a unidade informou que aguardava a contratação de especialistas e a liberação de novas agendas.

Outros pacientes relataram situação semelhante. Nazaré Falcão afirmou estar há três meses sem acompanhamento médico e sem receber quimioterapia. Áurea Cristina disse que teve três consultas desmarcadas e teme ficar sem a medicação prescrita anteriormente.

A Prefeitura do Rio reconheceu dificuldades para preencher todas as vagas de oncologia e informou que há editais abertos para a contratação de médicos oncologistas clínicos e onco-hematologistas. Segundo o município, especialistas já foram contratados para o setor.

Fontes ouvidas pela reportagem apontaram a terceirização dos serviços como um dos fatores relacionados à falta de profissionais. De acordo com esses relatos, vagas vinculadas a organizações sociais enfrentam dificuldades para atrair médicos e apresentam maior rotatividade.

O Hospital do Andaraí foi municipalizado há dois anos, quando a Prefeitura do Rio recebeu R$ 100 milhões do Ministério da Saúde para ações emergenciais. A meta anunciada incluía a contratação de 800 trabalhadores e a ampliação da unidade para 450 leitos.

Dados do Censo Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde indicam que o hospital tinha 304 leitos em dezembro de 2024. Atualmente, são 358, mas 42 estão impedidos e não podem ser utilizados.

Em nota, a Prefeitura afirmou ter contratado mais de 4 mil profissionais desde que assumiu a gestão do hospital e disse que novos leitos serão abertos durante a reestruturação da unidade. Sobre os pacientes citados na reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os atendimentos seriam agendados para a semana seguinte.

Fonte: g1

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