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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Déficit dos EUA chega a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026

Déficit federal dos Estados Unidos alcança US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026, alta de 12% em relação ao período anterior.

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O déficit do orçamento federal dos Estados Unidos chegou a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal encerrado em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Departamento do Tesouro nesta sexta-feira (16). O resultado representa alta de aproximadamente 12% em relação ao rombo de US$ 1,78 trilhão registrado no ano anterior.

As despesas do governo cresceram cerca de 6%, para US$ 7,4 trilhões, enquanto as receitas aumentaram 3%, para US$ 5,4 trilhões. O déficit correspondeu a aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB).

As despesas líquidas com juros subiram US$ 81,4 bilhões e alcançaram o recorde de US$ 1,05 trilhão. A alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro e o crescimento da dívida pública contribuíram para ampliar os custos de financiamento do governo.

A Previdência Social foi a maior despesa federal, com desembolsos de US$ 1,67 trilhão, alta de US$ 86,4 bilhões. Os gastos com o Medicare, programa público de saúde voltado principalmente a idosos, aumentaram US$ 76 bilhões, para US$ 1,07 trilhão.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, apontou os reembolsos de tarifas de importação como um dos fatores para a alta do déficit. Os pagamentos estão relacionados à decisão da Suprema Corte, em fevereiro, que invalidou a maior parte dos aumentos tarifários impostos pelo presidente Donald Trump em seu segundo mandato.

Este foi o quarto ano consecutivo com déficit próximo de US$ 2 trilhões. Embora Bessent defenda que o crescimento econômico, impulsionado também pelos ganhos de produtividade associados à inteligência artificial, possa reduzir a trajetória de alta da dívida, economistas e autoridades demonstraram ceticismo.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou em 14 de outubro que o crescimento não seria capaz de produzir, com a rapidez necessária, os ajustes exigidos. O diretor do Escritório de Orçamento do Congresso, Phillip Swagel, disse em 8 de outubro que não era plausível estabilizar a dívida apenas com crescimento econômico.

Fonte: O Globo

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