A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo ouviu neste sábado (17) a delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margareth Barreto, o delegado responsável pelo 1º Distrito Policial da cidade e um carcereiro da unidade onde está preso o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite.
As oitivas integram uma correição extraordinária aberta após uma operação do Ministério Público realizada na quinta-feira (16), que apura suspeitas de irregularidades e de favorecimento a presos na cadeia pública do 1º DP de Mogi das Cruzes.
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, um carcereiro passou a ser investigado por suspeita de facilitar benefícios indevidos. Durante a operação, foram apreendidos R$ 155 mil e US$ 10 mil com o servidor.
A Corregedoria pretende verificar o funcionamento da unidade e a atuação dos agentes responsáveis pela custódia. Documentos apreendidos pelo Ministério Público devem ser compartilhados com o órgão para complementar a análise de possíveis falhas nos procedimentos internos.
Milton Leite está preso preventivamente por decisão judicial. De acordo com a investigação do Ministério Público, ele é suspeito de integrar uma organização criminosa e de manter relações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusações que o ex-parlamentar nega.
A defesa de Milton Leite afirmou que ele não recebe e nunca recebeu regalias ou tratamento diferenciado na unidade. Os advogados também disseram não ter acesso à investigação do Ministério Público e informaram que estão à disposição para colaborar com as apurações.
Fonte: g1