Um homem de 46 anos condenado por ser o mandante do assassinato da própria esposa foi preso na quinta-feira (15), em Embu-Guaçu, no interior de São Paulo, 21 anos após o crime ocorrido na zona rural de Viçosa, na Zona da Mata de Minas Gerais.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele estava foragido desde outubro de 2024, quando a Justiça expediu um novo mandado de prisão. O condenado foi localizado em uma comunidade terapêutica onde trabalhava, no Centro de Embu-Guaçu.
O assassinato ocorreu em 29 de agosto de 2005, no bairro Violeira, nas proximidades do parque de exposições. Conforme a denúncia do MPMG, o homem teria planejado a morte da companheira por suspeitar de uma traição e contratado um executor por R$ 5 mil.
A vítima foi convidada pelo marido para um passeio de bicicleta em um local deserto. Ainda segundo a acusação, o executor abordou a mulher e disparou quatro vezes contra ela, simulando um assalto.
O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri, em outubro de 2011, a 17 anos e seis meses de prisão. Em junho de 2012, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais reduziu a pena para 14 anos e seis meses, em regime fechado, após recurso da defesa.
Em março de 2016, a Justiça de Viçosa determinou a prisão após a condenação ser confirmada em segunda instância. Ele foi preso três dias depois, mas obteve habeas corpus e foi solto com autorização para permanecer em liberdade até a conclusão dos recursos.
O MPMG voltou a pedir a prisão em outubro de 2024, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a execução imediata de condenações impostas pelo Tribunal do Júri, independentemente do tamanho da pena.
A prisão foi realizada em uma operação coordenada pelo MPMG, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública, com apoio da 3ª Promotoria de Justiça de Viçosa e participação das polícias militares de Minas Gerais e de São Paulo.
Após a prisão, o condenado foi encaminhado ao anexo carcerário da Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra, onde aguardará a audiência de custódia e a transferência para um presídio em Minas Gerais.
Fonte: g1