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domingo, 25 de outubro de 2026

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Cientistas investigam mortandade de baleias na Patagônia argentina

Cientistas investigam a morte de baleias na Patagônia argentina; El Niño, bactéria e toxinas de microalgas estão entre as hipóteses.

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Baleias-francas-austrais de diferentes idades estão sendo encontradas mortas nas praias da Península Valdés e do Golfo Nuevo, na província argentina de Chubut, durante a temporada de 2026.

Segundo o Instituto de Conservação de Baleias, citado pelo jornal Clarín, a mortandade pode superar o recorde de 2012, quando 113 filhotes morreram. A equipe responsável ainda não divulgou o número total de mortes deste ano porque a temporada segue até novembro.

Um censo aéreo realizado em 6 de setembro contabilizou 1.375 baleias-francas-austrais na região, incluindo 409 filhotes. O levantamento final ainda não foi concluído.

O fenômeno El Niño é uma das hipóteses consideradas pelos pesquisadores, mas não há confirmação de que tenha causado as mortes. Para Mariano Coscarella, do Laboratório de Mamíferos Marinhos do Centro de Estudos de Sistemas Marinhos (Cesimar-Cenpat), dois fenômenos diferentes podem ter ocorrido na mesma temporada.

As análises coordenadas por Marcela Uhart, da Universidade da Califórnia, identificaram preliminarmente a bactéria Erysipelothrix rhusiopathiae em filhotes. O microrganismo pode provocar uma infecção sistêmica, com septicemia e falência múltipla de órgãos, mas os especialistas afirmam que a causa das mortes ainda não foi confirmada.

Para jovens e adultos, outra possibilidade é a intoxicação por toxinas associadas à chamada maré vermelha, fenômeno provocado pela proliferação de microalgas. As baleias podem ingerir esses organismos durante a alimentação nos golfos da região, antes de migrarem para áreas do Atlântico Sul.

Há registros anteriores de episódios semelhantes. Em 2022, 30 baleias morreram no Golfo Nuevo, e análises confirmaram toxinas relacionadas à intoxicação paralítica por marisco. Em 2024, foram registradas 71 mortes, sendo 18 adultas e 53 filhotes.

Coscarella afirmou que ainda não há informações sobre os níveis atuais de biotoxinas no Golfo Nuevo. Os pesquisadores continuam analisando amostras para determinar as causas da mortandade.

Fonte: O Globo

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