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sábado, 17 de outubro de 2026

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China desenvolve robôs humanoides para patrulhamento e uso militar

A China acelera pesquisas para usar robôs humanoides em patrulhamento, reconhecimento e operações militares, mas ainda enfrenta limitações técnicas.

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Instituições ligadas ao Exército de Libertação Popular da China aceleram, em 2025 e 2026, pesquisas para usar robôs humanoides em reconhecimento, patrulhamento, logística e operações de risco, segundo análise da Reuters baseada em mais de 100 documentos.

Os estudos envolvem percepção robótica, manipulação, mobilidade e produção de dados para treinamento. Em junho de 2026, o Exército destinou cerca de US$ 300 mil a um sistema de coleta e rotulagem de dados de câmeras, radares e sensores de movimento, incluindo informações sobre terrenos.

Uma competição organizada em junho de 2025 pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa simulou missões de infiltração atrás das linhas inimigas, localização de alvos, verificação de identidade e patrulhamento em bases militares.

Em artigo publicado no PLA Daily em julho de 2025, pesquisadores defenderam que as missões dos humanoides poderiam evoluir do apoio ao combate para o combate direto. O texto também discutiu a possibilidade de robôs dispararem contra um alvo vivo previamente confirmado por um operador humano.

Não há registro, porém, de um robô humanoide armado em uma unidade operacional do Exército de Libertação Popular. A Reuters informou que essas máquinas ainda apresentam alto consumo de energia e baixa confiabilidade fora de demonstrações controladas.

Um estudo de 2025 produzido por pesquisadores de um centro de testes da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, em Xi'an, simulou uma força de assalto com duas equipes de soldados e seis robôs de combate. As máquinas poderiam ser humanoides, cães-robô ou veículos não tripulados e atuariam em operações urbanas, avançando por edifícios ocupados.

O setor também pesquisa aplicações menos complexas, como reconhecimento, segurança e atuação em ambientes perigosos. Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que robôs com rodas, esteiras ou quatro pernas podem ser mais baratos e fáceis de empregar em larga escala em algumas dessas tarefas.

Em agosto de 2026, a estatal China North Industries Group Corporation, conhecida como Norinco, apresentou em Pequim o Fuxi, um robô humanoide de tamanho humano desenvolvido com tecnologias domésticas. Segundo a empresa, o modelo foi projetado para reconhecimento, patrulhamento, funções de sentinela e operações em áreas perigosas.

O Fuxi pode ser controlado remotamente por meio de um sistema de teleoperação chamado “external avatar”, que reproduz no robô os movimentos de um operador. A Norinco também demonstrou o trabalho coordenado de vários equipamentos em inspeções urbanas noturnas.

A operação remota busca contornar limitações atuais dos humanoides, como dificuldades de equilíbrio, percepção, autonomia, consumo de energia e confiabilidade. Para Malcolm Davis, analista do Instituto Australiano de Política Estratégica, essas máquinas ainda não são sistemas práticos para o campo de batalha, mas podem se tornar úteis em cinco a dez anos.

Wang Yonghua, pesquisador da Academia de Ciências Militares da China, afirmou em artigo de opinião que os humanoides precisam avançar em mobilidade, percepção e inteligência, além de reduzir custos e ampliar a produção para serem usados em larga escala pelas forças militares.

Fonte: O Globo

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