A Polícia Civil investiga a denúncia de que Adilson Alves Viana, de 53 anos, foi agredido por quatro seguranças nas proximidades do Complexo Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza, na manhã de terça-feira (13).
Segundo o boletim de ocorrência, Adilson havia saído do mar e caminhava em direção à motocicleta quando foi abordado sob a suspeita de ter roubado uma bolsa. Ele afirma que foi imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão”, perdeu a consciência e foi agredido por homens que usaram um objeto descrito como uma mangueira com ferro no interior.
O homem relatou ter sofrido hematomas pelo corpo, corte no rosto e fratura em um dente. Após deixar o local, ele foi levado por familiares a uma Unidade de Pronto Atendimento e, posteriormente, ao Instituto Doutor José Frota, onde passou por exames.
À TV Verdes Mares e ao g1, a filha de Adilson, Alessandra Viana, afirmou que o pai foi abordado “simplesmente por ele ser negro, ser pobre”. A família suspeita de racismo, mas a motivação da abordagem e as circunstâncias da agressão ainda são investigadas.
A esposa de Adilson, Maria Daniele Alves dos Santos Viana, disse que acredita que o fato de ele ser um homem negro e estar sozinho pode ter despertado a desconfiança dos seguranças. A família informou que solicitou à polícia imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado o episódio.
Em nota, a Crocobeach afirmou que tomou conhecimento do caso, lamentou a situação e se solidarizou com Adilson e os familiares. A empresa declarou repudiar qualquer forma de violência ou discriminação, disse colaborar com as autoridades e ressaltou que as circunstâncias estão sendo apuradas.
A ocorrência foi registrada no 2º Distrito Policial, enquanto a investigação está sob responsabilidade do 15º Distrito Policial, conforme informou a Polícia Civil. Até o momento, não há informação de conclusão do inquérito ou de responsabilização formal dos envolvidos.
Fonte: g1 Ceará