Pescadores recolheram centenas de iPhones entre a carga do GFS Pride, navio que naufragou no Estreito de Ormuz na quarta-feira, 14 de outubro, após atingir uma mina marítima, segundo a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Imagens publicadas pelo jornal The Telegraph mostram pequenas embarcações entre contêineres parcialmente submersos e homens retirando caixas do mar. Em um dos vídeos, um barco aparece rebocando um contêiner inteiro.
O GFS Pride transportava mais de 2.500 contêineres quando foi atingido. De acordo com a IRGC, a embarcação havia entrado em uma rota considerada "não autorizada e perigosa" pelas autoridades iranianas, o que teria provocado o incêndio e o naufrágio.
Além dos aparelhos, pescadores encontraram caixas de perfumes e outros produtos na costa do Golfo Pérsico. A Marinha da IRGC alertou os moradores locais para que tenham cuidado ao navegar entre os contêineres à deriva.
O naufrágio ocorreu durante o aumento dos ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz e em áreas próximas. Segundo o veículo, o GFS Pride foi a segunda embarcação a afundar em 24 horas e a terceira desde o início da guerra, no fim de fevereiro.
Na sexta-feira, 16 de outubro, o Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz à retirada das forças americanas da região. O porta-voz do Exército Iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, afirmou que os Estados Unidos seriam expulsos caso permanecessem no local.
"Se a América deixar a região, o Estreito de Ormuz será aberto, a segurança coletiva será estabelecida com a participação dos Estados regionais e a economia global irá melhorar. E, se não deixar, nós a expulsaremos", declarou Akraminia.
O militar também responsabilizou os Estados Unidos pela insegurança na parte leste do estreito e orientou proprietários de navios a utilizarem um corredor definido pelas Forças Armadas iranianas. Segundo ele, as embarcações que seguirem essa rota estarão seguras.
Fonte: O Globo