O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar em 22 de outubro para um atendimento ambulatorial no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.
A decisão também permite que Heleno seja internado com urgência, sem autorização judicial prévia, caso haja recomendação médica. O general foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro.
Assinada em 14 de outubro, a decisão ocorreu um dia depois de Moraes autorizar visitas médicas diárias ao militar. O pedido foi apresentado pelo Comando Militar do Planalto após o diagnóstico de demência de origem mista, considerada progressiva e irreversível.
Heleno cumpre pena de 21 anos por golpe de Estado em prisão domiciliar humanitária desde dezembro de 2025. A medida foi concedida em razão de sua idade, próxima dos 80 anos, e do diagnóstico de Alzheimer.
Uma perícia médica oficial da Polícia Federal confirmou que o general da reserva tem demência mista, com componentes de Alzheimer e vascular, além de osteoartrose avançada na coluna, dor crônica e risco aumentado de quedas.
Fonte: O Globo