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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES

Influenciador registra boletim de ocorrência em SP após ameaças por apoio a Lula

Influenciador relata ameaças de morte, tortura e exposição de endereço após declarar apoio a Lula nas redes sociais.

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O influenciador Mateus Fernandes, de 26 anos, registrou nesta semana um boletim de ocorrência em São Paulo após relatar ameaças de morte, tortura e exposição de seu endereço nas redes sociais. Segundo ele, os ataques começaram depois que declarou apoio à candidatura de Lula (PT).

Fernandes procurou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), com orientação de advogados. O caso também foi encaminhado à Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), e a defesa pediu que o Ministério Público de São Paulo investigue os ataques.

O influenciador afirmou ter reunido capturas de tela com mensagens que mencionam morte, esquartejamento e tortura, além de ofensas raciais e religiosas. Ele disse que passou a evitar sua casa e relatou crises de ansiedade após a divulgação de seu endereço.

Fernandes é jornalista, nasceu em Guarulhos e fundou o InfoPerifa, iniciativa voltada ao combate à desinformação climática e à discussão de temas raciais, ambientais e territoriais nas periferias. Ele também participou da organização de uma rede com cerca de 500 influenciadores de periferia em uma campanha de mobilização eleitoral favorável a Lula.

Na representação enviada ao MP-SP, a defesa descreveu os ataques como uma ação coordenada e mencionou possíveis crimes de racismo, intolerância religiosa e apologia ao nazismo. A existência de uma operação organizada e a autoria das mensagens ainda dependem de apuração.

Outro influenciador citado na reportagem, o modelo Vitor Maccla, afirmou ter recebido insultos, mensagens violentas e desejos de morte depois de declarar seu voto. Fundador do Instituto Irmãos de Pele, ele disse que os ataques também tentaram desqualificar seu trabalho relacionado ao vitiligo.

Procurados, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e o Ministério Público paulista não haviam respondido até a última atualização da reportagem.

Fonte: g1

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