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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Influenciador registra boletim de ocorrência após receber ameaças em SP

Influenciador de São Paulo registra boletim após receber ameaças de morte, tortura e ataques racistas e religiosos nas redes sociais.

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O influenciador Mateus Fernandes, de 26 anos, registrou um boletim de ocorrência em São Paulo após receber ameaças de morte, tortura e ataques racistas e religiosos nas redes sociais. Segundo o relato divulgado pelo g1, as mensagens começaram depois que ele declarou apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

Fernandes procurou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), acompanhado de advogados. O caso também foi encaminhado à Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), e a defesa pediu que o Ministério Público de São Paulo investigue os ataques.

O influenciador afirmou ter reunido capturas de tela com mensagens que mencionavam assassinato, tortura, esquartejamento e exposição de seu endereço residencial. Ele também relatou crises de ansiedade e disse que passou a se abrigar na casa de amigos por receio de que as ameaças alcançassem sua família.

Fernandes é fundador do InfoPerifa, iniciativa voltada ao combate à desinformação climática e à promoção de pautas relacionadas à justiça ambiental, raça e território. Ele também participou da articulação de uma rede com cerca de 500 influenciadores de periferia em uma campanha de vira-voto favorável a Lula.

Na representação enviada ao MP-SP, o advogado Tiago Fernandes descreveu os episódios como uma suposta operação coordenada de ataques cibernéticos e mencionou possíveis crimes de racismo, intolerância religiosa e apologia ao nazismo. A existência de coordenação e a autoria das mensagens ainda dependem de apuração.

Outro influenciador citado na reportagem, o modelo Vitor Maccla, afirmou ter recebido insultos, mensagens violentas e desejos de morte após declarar seu voto. Fundador do Instituto Irmãos de Pele, ele disse que os ataques também tentaram desqualificar seu trabalho relacionado ao vitiligo.

Até a última atualização da reportagem, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e o Ministério Público paulista não haviam respondido aos questionamentos do g1 sobre o caso.

Fonte: g1

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