Uma estudante universitária morreu em 21 de março, três dias após ser intoxicada com fentanil e supostamente estuprada enquanto estava inconsciente em um alojamento estudantil de Manhattan, em Nova York. O caso ocorreu em 18 de março e envolve dois homens acusados de distribuir a droga a ela e a outra estudante.
Segundo a Promotoria Federal do Distrito Sul de Nova York, Moises Freire, de 19 anos, e Brian Peralta Cabrera, de 18, conspiraram para distribuir fentanil às jovens. Freire também é acusado de fornecer a substância com a intenção de cometer estupro.
De acordo com a denúncia, Freire levou a droga ao alojamento e disse às estudantes que se tratava de cocaína pura. As duas perderam a consciência quase imediatamente, e exames posteriores detectaram fentanil, sem vestígios de cocaína.
A acusação afirma que Freire estuprou uma das jovens enquanto ela estava desacordada. Ele teria esperado cerca de 45 minutos antes de procurar a segurança do campus e, nesse intervalo, enviado fotografias das vítimas a outras pessoas.
As estudantes receberam atendimento inicial e Narcan, medicamento usado para reverter overdoses de opioides, antes de serem levadas a hospitais de Manhattan. Uma delas recuperou a consciência e recebeu alta; a outra morreu em decorrência de complicações da intoxicação aguda por fentanil, segundo as autoridades federais.
Os dois acusados respondem por conspiração para distribuir substância controlada com resultado de morte e lesões corporais graves. Se condenados, podem receber pena mínima obrigatória de 20 anos de prisão e máxima de prisão perpétua, conforme a acusação.
Freire também responde por distribuição de substância controlada com resultado de morte e lesões graves e por distribuição de droga com a intenção de cometer estupro. Um terceiro homem, Harry Rosales Pino, declarou-se culpado por participação na conspiração e aguarda sentença prevista para dezembro.
O procurador federal Jamie McDonald e Christopher Roberts, agente especial da Força-Tarefa de Nova York da Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA), condenaram a distribuição da substância e a violência sexual descritas no caso. Reportagens identificaram o alojamento como parte do Fashion Institute of Technology (FIT), mas as autoridades não divulgaram oficialmente o nome da instituição.
Fonte: O Globo