Especialistas da OpenAI e da Meta alertaram nesta quinta-feira (15), em Boston, nos Estados Unidos, que vídeos e áudios falsificados por inteligência artificial estão cada vez mais difíceis de distinguir de conteúdos autênticos.
O avanço da IA generativa pode complicar a verificação de provas apresentadas em julgamentos americanos. O tema é discutido desde 2023 pelo Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos Estados Unidos.
Segundo os especialistas ouvidos pela Reuters, os sistemas mais avançados já produzem materiais que podem ser indistinguíveis de mídias reais para os seres humanos. A criação também exige pouco tempo e recursos financeiros.
Shira Anderson, consultora de políticas da OpenAI, afirmou que as imagens geradas por IA estão evoluindo rapidamente e que não acredita na existência futura de um método científico capaz de detectar todas as falsificações.
Apesar da preocupação, casos desse tipo ainda são pouco frequentes nos tribunais dos Estados Unidos. Em março, o Centro Federal do Judiciário informou que 15 dos 931 juízes que responderam a uma pesquisa haviam enfrentado processos em que uma das partes contestou uma prova por suspeitar de manipulação com IA.
Leis aprovadas na Califórnia e na União Europeia exigem marcas-d’água ou outros sinais para ajudar a identificar conteúdos produzidos por inteligência artificial. Anderson, porém, disse que não existe um método universal para confirmar a autenticidade desses sinais, já que cada empresa utiliza sistemas próprios.
Fonte: G1