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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Cúpula da Segurança de SP discute revisão de abordagens após três mortes

Cúpula da Segurança de SP discute novos protocolos e compra de armas de choque após três mortes em ocorrências com pessoas em possível surto.

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A cúpula da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e da Polícia Militar se reúne nesta sexta-feira (16), na capital, para discutir a revisão dos protocolos de abordagem após três pessoas em possível surto serem mortas a tiros por agentes em pouco mais de uma semana.

O encontro terá a participação do secretário Osvaldo Nico Gonçalves, do secretário executivo da pasta, coronel Henguel, e da comandante-geral da PM, coronel Glauce Anselmo Cavalli. Entre os temas está a atualização do Procedimento Operacional Padrão (POP), que orienta a atuação dos policiais em diferentes tipos de ocorrência.

A Segurança também avalia a compra de aproximadamente 6 mil armas de choque. A PM dispõe atualmente de cerca de 11 mil equipamentos desse tipo, mas eles foram usados em apenas uma das três ocorrências recentes, segundo a reportagem.

Os casos envolveram Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morto em 3 de outubro na Zona Norte; Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morto em 10 de outubro, em Moema; e Camila Pereira da Silva, de 32 anos, baleada e morta em 15 de outubro. As circunstâncias das mortes são investigadas.

Segundo o registro policial, Batista apresentava sinais de surto psicótico e portava objetos cortantes. Os policiais envolvidos foram afastados do serviço operacional, e a investigação apura a atuação da equipe.

Santana foi morto durante uma ocorrência relacionada a uma possível tentativa de suicídio. Imagens mostram que ele apontou um celular na direção dos policiais, que teriam interpretado o objeto como uma arma; a família contesta a ação. Ao todo, os agentes dispararam 45 vezes, e 27 tiros atingiram o jovem.

No caso de Camila, imagens mostram a mulher caminhando com uma faca na direção de policiais depois de receber ordem para largá-la. O soldado André Coelho Maximo da Costa foi preso em flagrante por homicídio; a defesa afirmou que a prisão teve motivação política e eleitoral. O caso é apurado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da PM.

O POP prevê o uso progressivo da força e recomenda que a arma de fogo seja empregada apenas como último recurso. O protocolo também admite o acionamento de familiares, profissionais de saúde, negociadores, equipes especializadas ou apoio tático, conforme as circunstâncias da ocorrência.

A proposta em discussão é elaborar, com o comando da PM, um modelo atualizado de formação e treinamento para ser apresentado ao governador Tarcísio de Freitas. A Secretaria da Segurança Pública também pretende ouvir especialistas sobre a atuação policial em crises emocionais e transtornos mentais.

Fonte: G1

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