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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Professores e estudantes protestam contra cortes nas universidades argentinas

Milhares de estudantes e professores protestaram na Argentina contra cortes e exigiram o cumprimento da lei de financiamento universitário.

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Milhares de estudantes e professores protestaram nesta quinta-feira (15), em Buenos Aires e outras cidades da Argentina, para exigir que o governo do presidente Javier Milei cumpra a lei que atualiza o financiamento das universidades públicas.

Na capital, manifestantes entraram em confronto com policiais durante a marcha em frente ao Congresso. Dezenas de pessoas atiraram pedras, enquanto agentes usaram gás lacrimogêneo, segundo a agência France-Presse (AFP).

A mobilização ocorreu após dias de greve, protestos dentro das universidades e decisões judiciais que determinaram a aplicação da chamada Lei de Financiamento Universitário.

A norma prevê a reposição, pela inflação, das perdas salariais dos professores desde dezembro de 2023, além da recomposição das bolsas estudantis e dos recursos para o funcionamento das instituições.

Segundo estudo do Centro de Pesquisa em Economia Nacional da Universidade de Buenos Aires, os recursos destinados às universidades caíram 40,5% em termos reais no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2023.

A lei foi aprovada pelo Congresso em agosto de 2025, vetada por Milei e posteriormente ratificada pelo Parlamento em outubro do mesmo ano. O Executivo não a aplicou e recorreu de decisões judiciais que determinam o pagamento dos recursos.

O porta-voz presidencial, Adrián Ravier, afirmou na terça-feira (13) que não era verdade que a lei não estivesse sendo cumprida. Segundo ele, a aplicação está interrompida enquanto o governo recorre à Justiça.

O governo também argumenta que a legislação não indica a origem dos recursos para financiá-la. Esta foi a quinta marcha federal universitária desde o início do mandato de Milei, em dezembro de 2023.

A manifestação reuniu partidos de oposição, sindicatos, organizações sociais e aposentados. Os grupos também pediram a revogação de um megadecreto que elimina a restrição à venda de terras rurais a estrangeiros.

Fonte: O Globo

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