O delegado Marcus Amim foi preso nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal, na 8ª fase da Operação Unha e Carne, e se tornou o quinto ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro detido desde 2008 por suspeitas relacionadas a crimes.
Segundo a PF, Amim é investigado por suposta participação em uma organização criminosa que utilizaria uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. A corporação também apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, formação de cartel e outros crimes.
Amim aparece como sócio da empresa J R Conveniências, instalada em um posto de combustíveis de Niterói desde 2021. A PF afirma que o grupo investigado teria participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
Outro ex-chefe da Polícia Civil preso foi Rivaldo Barbosa, detido em 2024 na investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a acusação, Barbosa teria conhecimento do plano atribuído aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão; em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal o condenou a 18 anos de prisão por obstrução à Justiça e corrupção.
Allan Turnowski foi preso em 2022 pelo Ministério Público do Rio sob suspeita de organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho. Ele deixou o cargo para disputar uma vaga de deputado federal, foi solto por decisão do ministro Nunes Marques, do STF, e posteriormente a Segunda Turma da Corte anulou os atos do processo de primeiro grau, que passou a tramitar no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.
Álvaro Lins, que também foi deputado estadual e chefiou a Polícia Civil no governo de Anthony Garotinho, foi preso em 2008 sob suspeita de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Ele foi condenado a 28 anos de prisão, mas acabou solto em 2009; em 2024, foi reintegrado à corporação após um processo administrativo.
Também em 2008, Ricardo Hallak foi preso pela Polícia Federal na Operação Segurança Pública S/A. Denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, ele foi condenado a cinco anos e nove meses por corrupção passiva e morreu em 2023, após sofrer um acidente vascular cerebral.
Fonte: G1