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sábado, 17 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Prisão de Marcus Amim eleva a cinco ex-chefes da Polícia Civil do RJ presos

Prisão de Marcus Amim faz chegar a cinco o número de ex-chefes da Polícia Civil do RJ detidos desde 2008.

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A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, na oitava fase da Operação Unha e Carne. Com a prisão, cinco ex-comandantes da corporação foram detidos desde 2008 em casos relacionados a suspeitas ou condenações por crimes.

Segundo a PF, Amim é investigado por suposta participação em uma organização criminosa armada que usaria uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. A apuração também menciona suspeitas de corrupção ativa e passiva e formação de cartel.

De acordo com a corporação, o delegado aparece como sócio da empresa J R Conveniências, ligada a um posto de combustíveis em Niterói, desde 2021. A PF afirma ainda que o grupo investigado teria participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

Rivaldo Barbosa foi preso pela PF em 2024 no caso que apura o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a acusação, ele teria conhecimento do plano atribuído aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e combinado não avançar nas investigações. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal o condenou a 18 anos de prisão por obstrução da Justiça e corrupção, além de determinar a perda da função pública.

Allan Turnowski foi preso em 2022 pelo Ministério Público do Rio sob suspeita de organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho. A investigação também apurou uma suposta participação em um plano para matar o contraventor Rogério Andrade. Ele deixou o cargo de chefe da Polícia Civil para disputar uma vaga de deputado federal e foi solto menos de um mês depois por decisão do ministro Nunes Marques, do STF.

Posteriormente, a Segunda Turma do STF anulou os atos do processo criminal que tramitava na primeira instância. A Corte entendeu que o caso deveria ser julgado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, responsável por processos contra autoridades com prerrogativa de foro.

Álvaro Lins, que foi chefe da Polícia Civil durante o governo de Anthony Garotinho e era deputado estadual, foi preso em 2008. Ele foi acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando, e acabou condenado a 28 anos de prisão. Lins foi solto em 2009 e reintegrado à corporação em 2024, após uma decisão relacionada ao processo que resultou em sua demissão.

Também em 2008, Ricardo Hallak foi preso pela Polícia Federal na Operação Segurança Pública S/A. Denunciado por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, ele foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão por corrupção passiva. Hallak morreu em 2023, após sofrer um acidente vascular cerebral.

Fonte: G1

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