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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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SAÚDE

Pacientes relatam falta de medicamentos e cancelamento de quimioterapia no Cardoso Fontes

Pacientes do Hospital Cardoso Fontes relatam falta de remédios, cancelamento de quimioterapia e demora no atendimento.

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Pacientes do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, relatam falta de medicamentos, cancelamento de sessões de quimioterapia e demora no atendimento. Os problemas foram divulgados em reportagem exibida pelo RJ2 nesta quarta-feira (14).

Márcia Cândida, que trata um câncer de pulmão, afirmou que teve duas sessões de quimioterapia canceladas porque os remédios não estavam disponíveis na unidade. Francisca Pereira, em tratamento contra o câncer de mama há quatro meses, disse que ainda não tem previsão para concluir o procedimento.

Os pacientes também mencionaram falta de médicos e longos períodos de espera. A situação ocorre quase dois anos depois de a Prefeitura do Rio assumir a gestão do hospital, antes administrado pelo Ministério da Saúde.

O acordo de descentralização previa a abertura de 68 novos leitos, elevando a capacidade da unidade de 182 para 250 vagas, além de um repasse imediato de R$ 50 milhões. Segundo dados do censo hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde, o hospital tinha 182 leitos em dezembro de 2024 e passou a registrar 188 atualmente.

Os mesmos dados indicam que 107 leitos estavam ocupados e 43 impedidos em dezembro de 2024. Atualmente, 155 dos 188 leitos aparecem ocupados e 24 estão impedidos, conforme o censo.

Em nota, a direção do Hospital Cardoso Fontes informou que a compra dos medicamentos foi realizada e que a entrega pelo fornecedor está prevista para 16 de outubro. A unidade afirmou que os pacientes que aguardam os remédios serão chamados a partir da semana seguinte.

Sobre os leitos, o hospital declarou que mantém 216 em operação quando são incluídas as salas vermelha e amarela, que não entram na plataforma do censo hospitalar. A direção informou ainda que os demais leitos serão abertos conforme o avanço das intervenções de reestruturação.

Fonte: g1

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