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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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COTIDIANO

Mães de crianças com autismo adaptam carreira para acompanhar terapias

Após o diagnóstico de autismo do filho, advogada do Piauí troca emprego por negócio de doces para conciliar carreira e terapias.

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A advogada e empreendedora Alicianni Moraes criou um negócio de produção de doces depois que o filho, João, recebeu o diagnóstico de autismo aos 2 anos. A mudança permitiu que ela adaptasse a rotina profissional às terapias, consultas e cuidados necessários para acompanhar o desenvolvimento da criança.

Em entrevista à TV Clube, Alicianni afirmou que deixou o antigo emprego porque não conseguia conciliar a carga horária com o acompanhamento do filho. Segundo ela, além das terapias, a família precisa continuar os estímulos em casa.

A empreendedora passou a produzir bolos, pudins e outros doces em casa. Ela relatou que encontrou na atividade uma forma de trabalhar dentro dos próprios limites e de acordo com a agenda de João.

A empresária Deyse Medeiros, que também é mãe de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), viveu situação semelhante. As demandas do acompanhamento terapêutico dificultaram a permanência dela em um emprego formal e a levaram a investir no próprio negócio.

Uma pesquisa da consultoria Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, apontou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na carreira após terem filhos. O levantamento foi citado na reportagem como parte do debate sobre os efeitos da maternidade na vida profissional.

A advogada Bárbara Santana explicou que a legislação brasileira prevê direitos para mulheres durante a gestação e após o nascimento dos filhos, incluindo estabilidade provisória após o retorno ao trabalho, intervalos para amamentação e ausência justificada para consultas relacionadas à gravidez, conforme as regras aplicáveis a cada situação.

Em casos de suspeita de discriminação ou prejuízo profissional, a orientação apresentada na reportagem é reunir documentos e buscar orientação jurídica.

Fonte: g1 Piauí

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