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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Mães de crianças com autismo adaptam carreira para acompanhar terapias dos filhos

Mães de crianças com autismo relatam mudanças na carreira para acompanhar terapias e cuidados dos filhos.

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As demandas de terapias e cuidados de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) levaram mães no Piauí a reorganizar a vida profissional e buscar alternativas de trabalho mais flexíveis.

A advogada e empreendedora Alicianni Moraes decidiu deixar o antigo emprego depois que o filho, João, recebeu o diagnóstico de autismo aos 2 anos. A rotina passou a incluir consultas, terapias e atividades de estímulo em casa, o que dificultou o cumprimento da jornada profissional.

Para conciliar os compromissos do filho com o trabalho, Alicianni começou a produzir doces. Ela afirmou à TV Clube que já gostava de cozinhar e encontrou na atividade uma forma de adaptar a carreira à agenda da criança.

A empresária Deyse Medeiros, que também é mãe de uma criança com TEA, relatou experiência semelhante. Segundo a reportagem, as demandas do acompanhamento terapêutico dificultaram sua permanência em um emprego formal e contribuíram para que investisse no próprio negócio.

Uma pesquisa da consultoria Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, apontou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na carreira depois do nascimento dos filhos.

A advogada Bárbara Santana explicou que a legislação brasileira prevê direitos para gestantes e mães trabalhadoras, como proteção contra discriminação, intervalos para amamentação e liberação para consultas durante a gestação, conforme as regras aplicáveis a cada situação. Em caso de suspeita de prejuízo profissional, a orientação é reunir documentos e buscar assistência jurídica.

Fonte: g1 Piauí

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