O vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil) foi solto na noite de quarta-feira (14), após a Justiça expedir um mandado de soltura. Ele estava preso desde 22 de setembro, quando foi detido pela Polícia Federal na sétima fase da Operação Unha e Carne.
A libertação ocorreu um dia antes da prisão de Márcio Canella (União Brasil), deputado eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, realizada pela PF nesta quinta-feira (15), na oitava fase da mesma investigação.
Segundo a Polícia Federal, a operação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026. Os investigadores apontam Márcio Canella como um possível articulador político do grupo e apuram eventuais ligações com agentes públicos e integrantes do crime organizado.
Na operação desta quinta-feira, também foram presos o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim e outros quatro investigados. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas relacionadas ao esquema, segundo as informações divulgadas.
Jorge Canella foi preso após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito em sua casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A defesa afirmou que as armas eram legalizadas e pertenciam ao vereador, alegando que havia apenas divergência no endereço de registro após uma mudança residencial.
O caso também se relaciona à apreensão de um fuzil calibre .556 no porta-malas de um carro usado por Márcio Canella, durante uma fase anterior da operação. Na ocasião, ele declarou que a arma pertencia a um policial militar que integrava sua equipe de segurança e negou posse irregular.
Fonte: g1