A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, acusou a Meta de interferir na eleição e de não entregar conteúdos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva aos usuários durante ato com petistas realizado em 15 de outubro, no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Janja afirmou que a campanha já apresentou representações jurídicas contra a empresa, responsável pelo Instagram, WhatsApp e Facebook, no Brasil e em órgãos internacionais. Ela também citou o deputado federal André Janones e o canal no WhatsApp associado à campanha de Lula, que foi alvo de decisões conflitantes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante o evento, a primeira-dama disse que o grupo petista passou parte do primeiro turno com a sensação de que a vitória estava garantida. Segundo ela, a campanha agora tem o dever de conquistar um quarto mandato para Lula.
Janja também comentou a presença de Lula em vídeos verticais no formato selfie. Ela afirmou que o candidato prefere o contato presencial, mas entendeu a importância de aparecer nas telas e estaria se adaptando ao formato.
As manifestações organizadas por jovens de esquerda após o primeiro turno foram elogiadas por participantes do ato. O deputado estadual não reeleito Carlos Minc disse que a mobilização da juventude alterou o cenário eleitoral.
A Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1 também foi mencionada. Janja afirmou que a medida, aprovada pelo Senado em 14 de outubro, será uma das bandeiras da campanha daqui em diante.
Participaram do evento, entre outros, Benedita da Silva, Carlos Minc, Marcelo Freixo, Lindbergh Farias, Anielle Franco, Nísia Trindade, Verônica Lima, Elika Takimoto e Marina do MST.
Fonte: O Globo