Duas irmãs, de 15 e 17 anos, foram encontradas mortas na terça-feira (13), em uma área de mata na comunidade de Angicos, em Tauá, no interior do Ceará. Segundo a apuração policial citada pelo g1, elas foram retiradas à força da casa dos avós, em Arneiroz, por criminosos que se apresentaram falsamente como policiais.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, quatro homens chegaram à residência na segunda-feira (12), em um carro branco, e renderam as adolescentes. As mãos das vítimas teriam sido amarradas com abraçadeiras de nylon antes de elas serem levadas para o local onde foram mortas.
A família teria descoberto, antes da saída do grupo, que os homens não eram policiais. As irmãs foram encontradas com marcas de tiros a cerca de 44 quilômetros da casa onde viviam.
As vítimas eram naturais de Tauá e haviam se mudado para Arneiroz para morar com os avós. Conforme fontes policiais ouvidas pelo g1, a mudança teria ocorrido após o envolvimento delas com integrantes de uma facção criminosa. A adolescente de 15 anos tinha passagem pela polícia por ato infracional análogo ao crime de furto.
A polícia ainda não informou oficialmente a motivação do duplo homicídio. A investigação trabalha com a hipótese de que uma das irmãs tenha iniciado um relacionamento com um integrante do Comando Vermelho, organização rival do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que teria levado integrantes do PCC a suspeitar que elas haviam mudado de grupo.
Um homem identificado como Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, foi preso na terça-feira, em Tauá, suspeito de participação no crime. Segundo o g1, ele responde por tráfico de drogas, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia realizada na quarta-feira (14).
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que as diligências continuam para identificar e prender outros suspeitos. A participação do homem e a motivação apontada na investigação ainda serão analisadas pela Justiça.
Fonte: g1