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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Irmãs são mortas após serem levadas de casa por falsos policiais no Ceará

Duas irmãs foram mortas em Tauá após serem levadas de casa por homens que fingiram ser policiais. Um suspeito foi preso.

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Duas irmãs, de 15 e 17 anos, foram encontradas mortas na terça-feira (13), em uma área de mata na comunidade de Angicos, em Tauá, no interior do Ceará. Segundo a apuração policial citada pelo g1, elas foram retiradas à força da casa dos avós, em Arneiroz, por criminosos que se apresentaram falsamente como policiais.

De acordo com informações obtidas pela reportagem, quatro homens chegaram à residência na segunda-feira (12), em um carro branco, e renderam as adolescentes. As mãos das vítimas teriam sido amarradas com abraçadeiras de nylon antes de elas serem levadas para o local onde foram mortas.

A família teria descoberto, antes da saída do grupo, que os homens não eram policiais. As irmãs foram encontradas com marcas de tiros a cerca de 44 quilômetros da casa onde viviam.

As vítimas eram naturais de Tauá e haviam se mudado para Arneiroz para morar com os avós. Conforme fontes policiais ouvidas pelo g1, a mudança teria ocorrido após o envolvimento delas com integrantes de uma facção criminosa. A adolescente de 15 anos tinha passagem pela polícia por ato infracional análogo ao crime de furto.

A polícia ainda não informou oficialmente a motivação do duplo homicídio. A investigação trabalha com a hipótese de que uma das irmãs tenha iniciado um relacionamento com um integrante do Comando Vermelho, organização rival do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que teria levado integrantes do PCC a suspeitar que elas haviam mudado de grupo.

Um homem identificado como Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, foi preso na terça-feira, em Tauá, suspeito de participação no crime. Segundo o g1, ele responde por tráfico de drogas, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia realizada na quarta-feira (14).

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que as diligências continuam para identificar e prender outros suspeitos. A participação do homem e a motivação apontada na investigação ainda serão analisadas pela Justiça.

Fonte: g1

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