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domingo, 18 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Irmãos policiais são presos novamente em operação da PF no Rio

Irmãos inspetores da Polícia Civil foram presos pela PF na Operação Unha e Carne; um deles é secretário em Belford Roxo.

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Os inspetores da Polícia Civil Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes foram presos nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal, na oitava fase da Operação Unha e Carne. Christiano é secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Os irmãos já haviam sido detidos em 2011, durante a Operação Guilhotina, que investigou suspeitas de corrupção e envolvimento de policiais com milícias no Rio de Janeiro. Segundo a PF e o Ministério Público, eles integravam um grupo formado por agentes das polícias Civil e Militar.

As investigações apontaram suspeitas de desvio de armas, munições e bens apreendidos em operações, além de ligação com a milícia que atuava na Favela Roquete Pinto, em Ramos. O grupo também teria explorado serviços clandestinos, cobrado taxas de moradores e comerciantes e controlado atividades como a venda ilegal de gás e a distribuição irregular de TV por assinatura.

Relatórios da investigação mencionaram ainda suspeitas de envolvimento em homicídios e ocultação de cadáveres. Interceptações telefônicas registraram conversas sobre a apropriação de bens deixados por traficantes durante a ocupação do Complexo do Alemão, de acordo com a Polícia Federal.

Christiano e Giovanni são filhos do policial militar reformado Ricardo Afonso Fernandes, conhecido como Afonsinho. Conforme a investigação da PF, ele seria um dos chefes da milícia, ao lado do delegado Carlos Antônio Luiz de Oliveira, então subchefe operacional da Polícia Civil.

O então chefe da Polícia Civil Allan Turnowski também foi indiciado pela PF sob suspeita de vazar informações ao grupo. A investigação afirmou que ele telefonou cinco vezes para Christiano para alertá-lo de que era monitorado por policiais federais. Turnowski acabou demitido pelo então governador Sérgio Cabral.

Os irmãos foram denunciados pelo Ministério Público do Rio por peculato, formação de quadrilha e comércio ilegal de armas de fogo. Eles chegaram a ser condenados em primeira instância e expulsos da Polícia Civil, mas, em 2018, o então governador Luiz Fernando Pezão anulou a demissão administrativa.

A decisão foi baseada em pareceres que citavam o reconhecimento da prescrição dos crimes atribuídos aos policiais, mas provocou controvérsia por contrariar conclusões da Corregedoria-Geral Unificada. Em 2017, o juiz Marcelo Oliveira da Silva, da 32ª Vara Criminal da Capital, absolveu Carlos Oliveira.

Após deixar a prisão, Christiano passou a trabalhar com o delegado Marcus Amim, também preso na operação desta quinta-feira. Ele foi chefe de investigação de Amim em diferentes delegacias e depois atuou como assessor da Secretaria de Polícia Civil.

Christiano assumiu a Secretaria Municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo após a eleição de Márcio Canella para a prefeitura, em 2024, e a exoneração de Amim. A reportagem informou que procurava os citados para ouvir suas manifestações.

Fonte: g1

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