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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Furtos de hidrômetros sobem 75% em SP no primeiro semestre

Furtos de hidrômetros cresceram 74,7% em São Paulo no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Sabesp obtidos pelo g1.

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A Sabesp registrou 23.724 furtos de hidrômetros no estado de São Paulo no primeiro semestre de 2026, média de 131 ocorrências por dia. O número representa aumento de 74,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 13.579 casos.

Na capital, os furtos passaram de 6.447 para 10.206 ocorrências, alta de 58,3%. Os registros foram identificados em 180 dos 376 municípios atendidos pela companhia.

Além de São Paulo, os maiores números absolutos foram registrados em Guarulhos, com 1.068 casos; Osasco, com 974; Santo André, com 845; Carapicuíba, com 734; e Santana de Parnaíba, com 550.

Em algumas cidades, o crescimento foi ainda mais acentuado. Em Barueri, os registros subiram de 45 para 400 em um ano. Em São Bernardo do Campo, passaram de 116 para 482.

Segundo Luiz Renato Fraga Rios, diretor de proteção da receita da Sabesp, a maioria dos casos monitorados envolve pessoas em situação de vulnerabilidade que venderiam os equipamentos para comprar drogas. A empresa afirma que os hidrômetros costumam ser encaminhados a ferros-velhos, onde são processados e posteriormente reinseridos no mercado legal.

Os equipamentos são instalados na entrada de imóveis para medir o consumo de água e têm estrutura predominantemente metálica, com uso de latão. Quando retirados, podem provocar vazamentos de até 100 litros por hora.

A Sabesp calcula um custo médio de R$ 100 para repor cada hidrômetro furtado. Com base nos registros do primeiro semestre, o prejuízo direto da companhia se aproxima de R$ 2 milhões, sem considerar o desperdício de água e possíveis impactos no abastecimento.

A empresa informou que pretende ampliar a substituição dos modelos metálicos por equipamentos de material plástico, menos atrativos para o comércio ilegal. Desde o ano passado, também está em andamento a troca de 4 milhões de hidrômetros por modelos inteligentes, equipados com localizador, em São José dos Campos e na cidade de São Paulo.

Em caso de furto, a Sabesp tem prazo regulatório de até 48 horas para substituir o equipamento. O cliente não é cobrado pela reposição se apresentar um boletim de ocorrência; durante o período sem medidor, a conta é calculada com base na média histórica de consumo.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que as polícias Civil e Militar atuam de forma integrada contra crimes patrimoniais. Segundo a pasta, as ações buscam alcançar tanto os autores dos furtos quanto compradores, responsáveis pela descaracterização e comerciantes dos materiais.

Fonte: g1

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