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domingo, 18 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Furtos de hidrômetros crescem 74,7% em São Paulo no primeiro semestre

Sabesp registra 23.724 furtos de hidrômetros em SP no primeiro semestre de 2026, alta de 74,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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A Sabesp registrou 23.724 furtos de hidrômetros no estado de São Paulo no primeiro semestre de 2026, média de 131 ocorrências por dia. O número é 74,7% maior que o contabilizado no mesmo período de 2025, quando houve 13.579 casos.

Na capital, os furtos passaram de 6.447 para 10.206 ocorrências, alta de 58,3%. Os registros foram distribuídos por 180 dos 376 municípios atendidos pela companhia.

Além de Guarulhos, Osasco, Santo André, Carapicuíba e Santana de Parnaíba, cidades como Barueri e São Bernardo do Campo tiveram aumentos expressivos. Em Barueri, os casos subiram de 45 para 400; em São Bernardo, de 116 para 482.

O hidrômetro mede o consumo de água de imóveis e costuma ter componentes de latão, liga que contém cobre e zinco. Quando o equipamento é retirado, o rompimento da tubulação pode provocar vazamentos de até 100 litros por hora.

Luiz Renato Fraga Rios, diretor de proteção da receita da Sabesp, afirmou ao g1 que, na maioria dos casos monitorados pela empresa, os autores seriam pessoas em situação de vulnerabilidade que venderiam os equipamentos para comprar drogas. Segundo ele, os medidores costumam ser encaminhados a ferros-velhos, onde são processados e reinseridos no mercado legal.

A companhia estima um custo médio de R$ 100 para substituir cada hidrômetro furtado. Com base nos registros do primeiro semestre, o prejuízo se aproxima de R$ 2 milhões, sem considerar o desperdício de água e possíveis interrupções no abastecimento.

Para reduzir as perdas, a Sabesp informou que está ampliando a substituição dos medidores metálicos por modelos de material composto, menos atrativos para a revenda. A empresa iniciou a troca de 4 milhões de hidrômetros por equipamentos inteligentes, com localizadores, em São José dos Campos e na cidade de São Paulo.

Em caso de furto, a Sabesp afirma ter prazo regulatório de até 48 horas para substituir o aparelho. O consumidor não paga pelo equipamento quando apresenta boletim de ocorrência; enquanto a troca não é feita, a cobrança é calculada pela média histórica de consumo.

A Secretaria da Segurança Pública informou que as polícias Civil e Militar atuam no combate aos crimes patrimoniais e que as ações buscam alcançar também compradores e comerciantes do material. A pasta citou a prisão de cinco pessoas em um ferro-velho clandestino em São João da Boa Vista, onde foram apreendidos metais e materiais reconhecidos por representantes da Sabesp.

Fonte: g1

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