O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) rejeitou, durante um evento em Washington, nos Estados Unidos, a possibilidade de retornar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, em um caso relacionado à atuação no exterior contra o julgamento da trama golpista. Segundo a decisão, ele teria buscado apoio de autoridades americanas para impedir o andamento da ação que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a 27 anos de prisão.
Em conversa com jornalistas, Eduardo afirmou ser inocente e defendeu a saída de Moraes do STF. Ele também disse que o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), não conseguiria governar com o ministro na Corte caso fosse eleito presidente.
“Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, afirmou Eduardo. Na mesma declaração, chamou Moraes de “câncer” e disse que seria necessário “expurgá-lo” do Supremo.
Eduardo encontrou-se no evento com o presidente da Argentina, Javier Milei, que recebeu uma premiação da associação conservadora latina Hispanic Heritage. O ex-deputado afirmou que pretendia agradecer ao argentino pela defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Durante o discurso, Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ditador comunista” e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Eduardo disse que a América Latina viveria uma “era de ouro” caso o irmão vencesse a eleição.
O ex-deputado também negou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarasse apoio a Flávio. Embora tenha mencionado a vantagem do irmão no primeiro turno, afirmou que “não tem nada ganho” na disputa presidencial.
Fonte: O Globo