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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Deepfakes avançados dificultam verificação de provas nos tribunais, alertam especialistas

Especialistas da OpenAI e da Meta alertam que deepfakes já podem ser indistinguíveis de conteúdos autênticos em processos judiciais.

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Especialistas da OpenAI e da Meta alertaram nesta quinta-feira (15), em Boston, nos Estados Unidos, que vídeos e áudios falsificados por inteligência artificial estão cada vez mais difíceis de distinguir de conteúdos autênticos, o que pode complicar a análise de provas em processos judiciais.

O alerta foi apresentado durante uma reunião do Comitê Consultivo sobre Regras de Provas da Conferência Judicial dos Estados Unidos. O grupo discute desde 2023 formas de verificar a autenticidade de materiais suspeitos de terem sido produzidos ou alterados por IA.

Shira Anderson, consultora de políticas da OpenAI, afirmou que as imagens geradas por inteligência artificial estão evoluindo rapidamente e que não deve existir, no futuro, um método científico capaz de detectá-las em todos os casos.

Devin Norder, diretor de gestão de produtos da Meta, disse que conteúdos produzidos pelos modelos mais avançados já podem ser indistinguíveis de mídias autênticas para os seres humanos. Segundo ele, a criação desse material exige pouco tempo e dinheiro.

Apesar da preocupação, ainda são poucos os casos registrados nos tribunais americanos. Uma pesquisa do Centro Federal do Judiciário informou, em março, que 15 dos 931 juízes que responderam haviam enfrentado processos nos quais uma das partes contestou uma prova por suspeitar que fosse um deepfake.

Leis aprovadas na Califórnia e na União Europeia passaram a exigir marcas-d’água ou outros mecanismos para ajudar a identificar conteúdos gerados por inteligência artificial. Anderson, porém, afirmou que não há um padrão universal capaz de confirmar com segurança a autenticidade de um conteúdo, já que as empresas utilizam sistemas próprios.

Fonte: G1

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