Uma forte chuva deixou uma pessoa morta, alagou ruas e provocou o resgate de motoristas no Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na tarde de quarta-feira (14). Em 40 minutos, foram registrados 42 milímetros de chuva na região, volume equivalente ao previsto para 11 dias de outubro.
Vinte e seis carros e dois ônibus ficaram completamente submersos no túnel. Segundo a Prefeitura de São Paulo, as seis bombas instaladas no local funcionaram sem interrupção, mas a capacidade de drenagem não foi suficiente para o volume de água.
As interdições começaram às 15h38. Após a redução do nível da água, equipes resgataram as pessoas que ficaram presas e iniciaram a limpeza do local, com apoio de um caminhão de bombeamento emergencial.
A estação do Centro do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) registrou 48,5 milímetros de chuva, o maior acumulado entre os pontos monitorados pelo órgão. Na Rede Telemétrica do Alto Tietê, o maior volume foi registrado no córrego Sapateiro, no Parque Ibirapuera, com 67,8 milímetros.
O temporal também provocou um deslizamento de terra que atingiu uma casa na Brasilândia, na Zona Norte, causando a morte de uma moradora. Rajadas de vento chegaram a 88,9 km/h no Aeroporto de Congonhas, e houve registro de granizo na região da Consolação.
A previsão para quinta-feira (15) indica chuva durante todo o dia e à noite, com acumulado estimado em 59,9 milímetros e possibilidade de rajadas de até 46 km/h. A Defesa Civil alertou para novos episódios de chuva intensa na Grande São Paulo, onde os volumes podem chegar a 80 milímetros.
O Túnel do Anhangabaú já havia sido alagado em outros episódios. Em 1999, cerca de 160 veículos, incluindo três ônibus, ficaram submersos na região.
Fonte: g1