Um ataque de mísseis dos houthis contra o palácio presidencial de Al-Maashiq, em Áden, no Iêmen, matou pelo menos quatro pessoas e feriu outras 10 nesta quinta-feira (15), segundo fontes militares do governo ouvidas pela AFP. No mesmo dia, o vice-ministro saudita responsável pela diplomacia, Rayed Krimly, acusou o Irã de incentivar a escalada do conflito.
Krimly afirmou que Teerã continua armando, treinando e apoiando os houthis, em violação às resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi dada durante uma entrevista à imprensa realizada por videoconferência.
O vice-ministro disse que a Arábia Saudita mantém comunicação com o Irã, mas afirmou que o país não estaria disposto a fazer concessões. Segundo ele, Riad havia proposto uma reunião em Mascate, capital de Omã, no início da escalada, mas a iniciativa foi recusada. A última comunicação entre os dois países teria ocorrido há algumas semanas.
Moradores de Áden relataram explosões, e um jornalista disse ter visto fumaça saindo da área do palácio, sede do governo iemenita reconhecido internacionalmente.
A Arábia Saudita também tem sido alvo de ataques nos últimos dias, incluindo uma ofensiva contra o aeroporto internacional de Riad, descrita como a mais mortal em anos. O conflito no Iêmen foi retomado em julho, após o fim de uma trégua mediada pela ONU, e tem afetado o fornecimento de petróleo e os mercados de energia.
A guerra civil deixou a maior parte da população iemenita dependente de ajuda humanitária, segundo a ONU.
Fonte: O Globo