O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve promulgar na próxima terça-feira, 20 de outubro, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1, segundo aliados. O texto foi aprovado pelo plenário da Casa na quarta-feira, 14 de outubro.
A medida é uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente, com 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula.
Aliados do petista avaliam que a aprovação pode ser associada à campanha de Lula no segundo turno. Parte dos senadores do PT, porém, teme que a presença do presidente em uma eventual sessão de promulgação provoque protestos de parlamentares bolsonaristas.
Flávio Bolsonaro e seus aliados defendiam que a discussão ocorresse somente depois do resultado da eleição. Após um acordo para votar a proposta nesta quarta-feira, o candidato do PL afirmou que apoiará o texto. Ele participa de atos de campanha em Porto Alegre e deve votar remotamente.
A aprovação de uma PEC exige 49 votos em dois turnos no Senado. A líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), reuniu assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial, que permite a realização dos dois turnos na mesma sessão caso seja aprovado.
Lula se aproximou dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado durante o período eleitoral. Motta articulou a aprovação da proposta pelos deputados em março e fez campanha para Lula.
Alcolumbre não declarou apoio ao petista, mas se aproximou do presidente e criticou Flávio Bolsonaro durante o primeiro turno. Os dois haviam se afastado após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os partidos de Motta e Alcolumbre declararam apoio a Flávio no segundo turno, mas os presidentes das duas Casas não participaram das reuniões que formalizaram a aliança com o candidato do PL.
Fonte: O Globo