Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

COTIDIANO

Alagamento do Anhangabaú repete enchente de 1999 e expõe falha em bloqueio preventivo

Alagamento no túnel do Anhangabaú deixou 26 carros e dois ônibus submersos e reacendeu debate sobre bloqueio preventivo da CET.

Compartilhe
WhatsApp

O Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, voltou a alagar na quarta-feira (14), deixando 26 carros e dois ônibus submersos, segundo informações divulgadas pela TV Globo. A ocorrência levou a cidade a reviver a enchente de março de 1999, quando cerca de 160 veículos, incluindo três ônibus, ficaram cobertos pela água.

Na enchente mais recente, veículos ficaram amontoados e alguns chegaram a boiar dentro da passagem subterrânea. A Prefeitura informou que as seis bombas de drenagem do túnel funcionaram continuamente, mas não conseguiram escoar todo o volume de água registrado.

O episódio também levantou questionamentos sobre a aplicação do protocolo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Um documento da Operação Chuvas, publicado em 2006, prevê o bloqueio de faixas ou o fechamento total do túnel quando há previsão de chuva intensa.

Segundo a CET, as interdições começaram às 15h38, após a capital entrar em estado de atenção para alagamentos às 15h25. A companhia não explicou por que o sentido Zona Norte permaneceu aberto antes da inundação.

A Defesa Civil havia emitido dois alertas severos sobre chuva intensa, raios e ventania. O motorista de aplicativo Maury Lucas, que estava no túnel com uma passageira, relatou que o trânsito parou antes de a água invadir a via e afirmou ter visto um veículo da CET no local.

O prefeito Ricardo Nunes informou, às 18h30, que equipes municipais trabalhavam para liberar a circulação. Uma faixa da esquerda foi reaberta às 19h14, enquanto equipes de limpeza, hidrojateamento, guinchos e bombeamento atuavam na retirada da água e dos veículos.

Em 1º de março de 1999, testemunhas disseram que o nível da água subiu em menos de cinco minutos e chegou ao teto do túnel, que tem aproximadamente cinco metros de altura. Bombeiros fizeram buscas no local, mas não houve comprovação oficial de mortes naquela ocorrência.

O túnel também registrou alagamento em 2021. Em maio de 2026, a Prefeitura anunciou uma proposta de intervenção no sistema de drenagem da região da Avenida Nove de Julho, com o objetivo de reduzir os alagamentos no Centro.

Fonte: G1

Leia também